Friday, April 18, 2008

Holla at ya Boy!


Wsup hip-hop community!

Yes im back, so para deixar um curto recado sobre a street promo do rapper Still que sera lancada daqui a uma semana.
Quando comecamos a gravar a cena, nao tinhamos um nome pra dar. Mas no meio das captacoes e tal, surgiu um novo beat ( que nao estava nos planos) e que sugeria este titulo.
Nao chamamos de single porque nao tem o intuito de vos preparar para a recepcao de um album ou something, mas sim, de soltar uns sons para as ruas e mostrar que estamos de volta ao trabalho. E pretendemos trabalhar ate nos saiam calos nos dedos.
A street promo vira com 5 sons, originais e ineditos. Conta apenas com uma participacao especial do rapper AP ( grupo S.O.S ).
Todas as musicas foram captadas, e estao a ser misturadas e masterizadas, na Tchaya Records.
Holla

Wednesday, March 26, 2008

Street Promo brevemente nas Ruas!

Nas proximas semanas, a Quinto Elemento Label lancara uma street promo do rapper Still.
Trata-se de um trabalho que tera no minimo 4 musicas ineditas do rapper.
Still e um menbro fundador da label e seu artista principal.
Esta street promo e o primeiro dos varios trabalhos que pretendemos lancar durante este ano, depois do ja confirmado call off da compilacao Do Jardim para o Mundo.
Mais noticias,brevemente neste blog.
Jazzy

Thursday, March 13, 2008

Live Shows!

Esta imagem e meramente ilustrativa.



Cordiais saudações a todos internautas e blogue – maníacos que se dignam a visitar o nosso espaço!
Para não fugir a regra, hoje voltarei a tocar num assunto relacionado com o nosso querido 2H Game ( Aposto que já há alguém a resmungar do outro lado, com cenas do tipo isto não é um Game... bla bla e bla, e ...whatever! ).
O ano passado foi dominado por um novo formato a caracterizar os nossos shows e block parties: a introdução do elemento Banda a acompanhar os artistas. Para alguns foi um momento de evolução no nosso hip-hop cenario, mostrando aos mais cépticos ( leia-se artistas da velha guarda e seus neo seguidores ) em relação a este movimento, que os rappers são verdadeiros artistas e não bandidos e mal criados como estavam conotados, e que não havia arte alguma na sua música.
De princípio era apenas um pequeno grupo a aderir a este formato e hoje em dia todos os shows são acompanhados por banda, para que a cena seja sweet!!!
No início a cena até que era engraçada, mas hoje em dia esta chato e insuportável. Critiquem-me se quiserem, mas hoje em dia entre sacrificar um certo valor ( 100 a 150 paus) para assistir a um show no Àfrica ou Gil Vicente ( que têm sido os principais venues ) e passar a noite numa discoteca, a segunda opção é a mais viável.
Eu sei, agora estão todos a dizer coisas do tipo “...é por isso que o hip-hop não desenvolve”, tal e coisa e coisa e tal! O meu repúdio em relação a este formato, esta no facto de estar a matar a criatividade do pessoal que organiza rap shows, e estes serem todos iguais. Se vou ao Gil Vicente e curto um show na terça, e na sexta vou ao Àfrica apercebo-me que estes são idênticos e não havia necessidade de estar ali. Esta tudo chato e monótomo.
Comecei a apreciar este formato assistindo videos de shows de Lauren Hill e The Roots e o Fade to Black do Jay-Z. E confesso que quando soube que na nossa praça estavam a adoptar este formato fiquei entusiasmado. Mas como todo mundo diz, quanto maior a expectativa maior a decepção.
Lá vou eu em direcção a um venue pra curtir o tão esperado Live Show! 10 e meia da noite e vai comecar o shows:
1ª música ( uma das minhas favoritas por sinal): Reconheço a letra, mas!? ... que ruído é esse que esta a sair das colunas??!! Hamm ... é a banda que esta a acompanhar o Artista!
Desculpem-me mas é exactamente isso que penso. É que infelizmente a impressão que passa para quem esta a assitir é esta tudo a ser improvisado. O som da bateria quase que abafa a voz do rapper. As instrumentais não lembram nem por engano o beat original. Eu sei que há sons que são difícies ou quase impossíveis de serem reproduzidos por uma banda, mas o mínimo que estas devem fazer é tocar algo que lembre o beat.
Se acham que o que estou a relatar é fictício, passem pela Associação dos Músicos numa das festas da Nível. Normalmente o espaço fica lotado, até o momento em que o duo Micro 2 sobe acompanhado de banda. Quando começam a tocar a terceira música ( quando ha muita paciência! ), as pessoas começam a abandonar o local e deixam Legacy e Flash a cantar para moscas. Triste ném? As pessoas não saem porque as músicas são más, mas sim porque a mensagem dos rappers não encaixa nas instrumentais. E o resultado é um ruído irritante.
Sinceramente, eu não sei se os grupos/ labels aderem a este formato porque admiram, ou porque todo o mundo esta a fazer e temem serem afastados ou discriminados da cena do rap. Se este for o caso, este pensamento é errado. Temos que fazer o que gostamos, o que sentimos e não o que nossos “moz hip-hop rullers” ditam ou fazem. Não podemos deixar nos intimidar pelo clientelismo ( o que foi? Tu sabes que isso existe aqui e é muito forte, ou vais dizer que não? ) que caracteriza o nosso rap cenario .
Outra questão que este formato levanta é : para que servem agora os Djs?
Os djs sempre acompanharam os mc’s, mas como hoje em dia todo mundo esta a imitar todo mundo, os shows agora são acompanhados de banda e o dj só mexe o misturador ( porque poucos sabem usar pratos, he he) no after party, e age como um animador de discoteca.
O dj é um dos elementos do Hip-Hop, mas se continuarmos assim podemos começar a eliminar o Dj do hip-hop em Moz. Atenção Djo, Dj Speech e companhia é melhor começarem a aprender a repar ou a dançar para virarem B-Boys, porque daqui a nada esta será a única forma participarem ou intervirem nesta cultura.
O que eu quero no fundo é exortar todo mundo a investir em formatos novos e usar mais a imaginação, para evitar que o nosso game caia na monotomia perigosa, pois esta pode afastar as pessoas dos venues e regressarmos aos velhos tempos em que o game era só para um grupo restrito e não para as massas ( se calhar isto é o que alguns querem!? ).
Isto é um movimento do povo para o povo, e se o povo não o acompanha mais é o primeiro sinal de que a cultura esta a morrer.

Holla!

Jazzy aka I know u dont love me!

Friday, March 7, 2008

Upps.. We did it again!


Uff, faz um certo tempo desde a ultima vez que paramos para escrever algo e deixar no blog. O tempo foge, as responsabilidades aumentam, e sobre pouco espaco nas nossas vidas para desfrutarmos dos pequenos prazeres como escrever um bom texto.

Passou muito tempo, aconteceu muita coisa na nossa casa e na sociedade em geral. O povo revoltou-se quando apercebeu-se que o governo estava a esquecer-se da sua principal funcao, a par da defesa da nossa soberania, defender oa sseus interesses. Aza, bem a seu jeito, lancou mais um track.
A nossa casa foi obrigada a passar por um processo de remodelacao, mas este assunto sera aboradado em momento oportuno.
Mas no meio de tanta agitacao tivemos uma boa noticia ao sabermos que vencemos o concurso do sitio Votamz.
Aproveitamos para agradecer a todos os que votaram na nossa musica. A todos o nosso muito obrigado!!

Nota: Brevemente single do Still.

Friday, December 7, 2007

A escrita


por Jazzy aka 5 Elemento CEO


Sup Comunidade Hip-Hop, cá estou eu outra vez ! Depois de uma longa ausência venho deixar a minha contribuição através da escrita para a divulgação e crescimento da nossa cultura.


A escrita tem um poder muito grande, pelo facto de representar a transformação de todo o pensamento, ideias do Homem em matéria. O hip-hop representa também conhecimento e nada melhor que a escrita para transmitir esse conhecimento.


Escrita usada pelos mc’s quando fazem um brainstorming de ideias, para escrever uma letra. Alguns gastam mais tempo neste processo do que outros, mas o facto é que todos necessitam deste instrumento.


Alguns rappers não escrevem, as suas músicas são feitas com letras esporádicas. O que veio na cabeça naquele momento e de acordo com o swing do beat. Esta é uma qualidade de se invejar, e normalmente, todos aplaudem este tipo de mc’s.


Para mim, improvisar até que é bom, mas aprecio mais rappers que gastam mais tempo a rabiscar um verso para poder ter um resultado minimamente decente. Rappers que estão mais preocupados em criar uma estrutura lírica sólida.


Hoje em dia, este tipo de rappers esta a desaparecer. Os rappers preferem entrar no way do improviso ( ou decorram as letras em casa e vao spitar no studio sem notepad ). A geração estragada pelo “ I don’t write down my lyrics” do Jay-Z.


O que eles não sabem, é que o Jigga passou pela escrita e levou muito tempo até conseguir desenvolver a sua capacidade de escrever na mente e decorar todas as letras. É um processo que necessita de treino, pratica e muito tempo.


É admiravel a capacidade do Jay-z. Escrever não sei quantas músicas na cabeca e conseguir decorar todas. Ouvi dizer que a quando do Blueprint, gravou nove ( 9 ) músicas num fim de semana. É ralmente impressionante.


Mas, quando escutamos as suas músicas e analisamos as lyrics, da para perceber não foram trabalhadas. Falta algo nas letras, um tempero que é impossivel acrescentar se a pessoa não se senta, pega num note pad, uma caneta, e gasta uma ou duas horas a rabiscar as suas ideias.


O processo de escrita é muito importante no desenvolvimento do artista. Rappers como poetas urbanos, devem apegar-se cada vez mais a esta técnica arcaica, rupestre e cada vez mais moderna e importante no desenvolvimento do ser humano.


A escrita fará para sempre parte do Hip-Hop. Através dos rappers e dos escritores. Rappers pelos motivos ja mencionados. Escritores considero a nova legião que comecou a aparecer no mundo hip-hop através dos blogs, e principalmente colunistas de programas de rádio.


Falando em colunistas de programas de rádio, aproveito para mandar um abraço para Cremildo Bahule aka Keleza e mandar adqui os meus parabéns pelo lançamento do seu primeiro livro Carlos Cardoso: Um poeta de consciência profética.


Keleza é um escritor como todos sabem, e carrega a bandeira do Hip-hop por todo o lado. Sem medo de ser discriminado pela sociedade, em geral, e por outros escritores, em particular. No seu livro faz mencão sem se cansar de vários elementos que caracterizam a cultura Hip-hop.


Este texto foi escrito para homenagiar todos os indivídous que dão importância a escrita. Rappers - escritores como Rage ( sup ma man, quando é lancas uma cena?! ), Islo, Still, Flash, A-Small, e aos escritores de profissão e paixão como Keleza e Amarildo. ( Só para mencionar alguns! )


Para todos um big up e que continuem com a alimentar a vossa paixão.

Do Jardim para o Mundo – a Compilação brevemente nas ruas.

Thursday, November 15, 2007

Revolucao a Mixtape - Download


Num momento em que nos preparamos pra gravar e lançar um novo trabalho ( a compilação do Jardim para o Mundo), decidimos colocar a disposição do público a mixtape Revolução,lançada no início do ano.
De referir que este trabalho ajudou-nos a amadurecer e pensar e agir com mais calma. Algo que por mais que tentassemos ter, naquele momento foi absorvido pela ansiedade e fome de ver o trabalho nas ruas.
Este trabalho foi realizado de baixo muitas batalhas. Desde o responsável do estúdio em que o trabalho foi gravado e a serigrafia .Cometemos alguns erros que acabaram interfirindo no trabalho final.
Mas não foi só de guerras e brigas que este trabalho foi caracterizado, por de tras de tanta luta havia um ambiente de festa. Cada momento, desde as captações, impressões, design da capa, foi uma celebração. Todos estavamos empenhados em trazer algo bom para as streets.
O trabalho foi bem recebido. Infelizmente por razões ligadas por uma parte a uma má preparação dos canais de distribuição e promoção do trabalho, este não esteve ao alcance de muita gente, tendo sido consumido em grande parte por pessoas residentes na zona periférica da Cidade de Maputo.
Apesar dos contras, acabamos tendo mais prós e o job teve uma boa recepção. Deu para vender todas as cópias e fazer com o pessoal sentisse a nosso som e o que queremos trazer como nossa contribuição para o HH nacional.
Mas classificação do trabalho final fica por vossa conta.
O link para o download esta disponível no final do texto.
Curtam e deixem o vosso feedback sobre a cena.


Thursday, November 8, 2007

APARECER...?



Se olhares bem a humanidade verás que todos os homens querem ser notados e notórios pois, só é reconhicido aquele que faz algo. Uns fazem coisas para aparecer e outros aparecem por causas das coisas que estão a sua volta. Mas apesar de tudo "nós" aparecemos. Digo "nós", porque de uma ou de outra forma sempre aparecemos. Sim, isso é verdade porque, apartir do momento que nós nascemos já estamos na senda do aparecimento. O nascer já é aparecer. Digo "aparecer", pois mesmo não fazendo nada estamos condenados a aparecer como "aquele" que não faz nada. Então se queremos aparecer da melhor forma façamos coisas que dignifiquem o nosso aparecimento.
O parágrafo introdutório, nos remete a modelos convecionais do saber estar na música, não sendo relevante neste momento especificar o tipo de música [na próxima opinião - das sete que vou escrever - falarei especificamnte de Rap]. Se nos aperecbermos bem a música é um elo de comunicação, de diversão, de educação. Mas também pode ser um elo de divergências, pode ter um carácter imperialista, de tumultos e até de guerras (neste capítulo de marchas é só olharmos para as músicas que os militares cantam em continências quando querem invadir terras alheias). Os militares com músicas e som de orquestração, alegres cantam, mesmo sabendo que vão massacrar pessoas e fazer jorrar sangue em terras do vizinho [exemplo: Washington no Iraque; Tchaka Zulu, quando ia atacar os seus vizinhos cantava]. Se estamos na harmonia da construção estética, na harmonia da construção cultural de Moçambique, usando a música temos de repensar na linha que queremos seguir: música de construção ou música de guerra.
Este apelo não é dericionado a alguem especificamente, pois aqui não é o espaço para arranjar culpados, mas um lugar para construir alternativas, e traçar novas directrizes de actuação para o nosso crescimento como uma Nação culturalmente madura, que pode caminhar e construir com dignidade a sua própria Arte, e quiça a sua música. Meus irmãos de combate, a nossa intenção nesta luta evolucionista não é ceifar vidas com a nossa música, mas deixar um legado para os nossos filhos ou qualquer outra geração que anseia por referências.
Se acreditarmos nesta perspectiva, podemos apartir de agora, construir um legado músical pois, a Arte [música], é uma arma de unificação maciça.
Esta reflexão não pretende trazer verdades absolutas, mas sim uma forma de acreditarmos que podemos caminhar sem nos chocarmos, pisar ou insultar, porque temos todos o mesmo objectivo:aparecer da melhor forma possível na dignificação da música moçambicana.
Terminando, quero acreditar - pois tenho de acreditar no nosso projecto, no projecto de todos nós - que vamos apartir de agora pensar em melhores formas de aparecermos como artistas, de saber estar e de fazermos aparecer a nossa música. A luta é nossa. Se não atacarmos da melhor forma nesta batalha do aperecimento musical, continuaremos a ser atacados pelo samba e outros estilos orientais e ocidentais. Adiantemos enquanto o sol está do nosso lado pois, quando escurecer não conseguiremos erguer os escudos para nos defendermos culturalmente.
Paz. Força. A Luta Continua.

Cremildo G. Bahule a.k.a Kelesa